HI-FIVE Audio
Audições ZDL AEquilibrium, Delirium, Vibrato
A audição de um equipamento depende, obviamente, do Sistema de Som onde se integra, da gravação da música, do sistema elétrico, da acústica da sala, dos ouvidos, gostos e conhecimentos de cada um.
Por isso, o mais importante é ouvir. Após a leitura de cada audição efetuada por nós, convidamo-lo a ir ouvir e tirar as suas próprias conclusões.
Lisboa, 30.jun.2023 – José Costa
Aproveitando o envio de toda a série de cabos ZDL para a Hi-Duet, tivemos a oportunidade de ouvir e comparar as semelhanças e diferenças destes cabos no sistema de som principal da Hi-Duet.
Apreciação da Qualidade de Construção e Estética
A caixa onde vêm os cabos é simples, sóbria, com design bem conseguido, e de cartão, obviamente reciclável.
Na construção, podemos confirmar a flexibilidade dos cabos (comum às diferentes séries), o que permite a colocação em espaços exíguos. A fita, fabricada em algodão, é agradável ao toque.
Em termos estéticos, as diferentes séries, distinguidas principalmente pela cor da fita e logotipo, seguem a mesma filosofia: Sóbrios, com um design discreto, elegante, logotipo bem conseguido.
Alguns dados técnicos (do fabricante)
Cada série é composta por cabos digitais, cabos interconect e cabos de coluna
Material dieletrico fabricado em algodão
Ligas de prata e cobre, em diferentes percentagens consoante a série.
Revestimento dos condutores a algodão
Os cabos de potência têm fichas Furutech
Sistema de Som
O sistema de som onde se realizou a audição é composto por:
Fontes: Streaming via Tidal, utilizando BlueSound Node e Auralic
Amplificação: Solution 330
Cabos: ZDL (diferentes séries) em todo o sistema
Colunas: JBL Project K2 S9900
Filtro de corrente: ?
O sistema é alimentado por um circuito de eletricidade independente e a sala não tem tratamento acústico.
Audição
Com um painel de cinco participantes, iniciámos a audição pela série de entrada, a Aequilibrium. Escolhemos como primeiras faixas as músicas Avec le Temps, do album de Carlos do Carmo e Bernardo Sassetti e Sei de um Rio, de Camané (O melhor 1995-2013). Pudemos confirmar que já nesta gama o palco é generoso, os instrumentos têm uma boa separação, há um cuidado no detalhe do piano, na transparência, timbricamente são muito equilibrados, com os agudos expressivos e não agressivos, a clareza e os cambiantes na voz a revelar os médios e médios graves já muito interessantes, o grave controlado. Ouvimos mais algumas faixas, onde confirmamos a musicalidade do conjunto.
Na Delirium, repetimos as mesmas músicas e sentimos uma evolução na continuidade. A musicalidade continua presente, há um aumento do palco tanto em largura como em profundidade, mais informação. Com a faixa Bass Drops do album Bass Room de Nenad Vasilic, pudemos escutar as várias cambiantes do baixo, confirmando a riqueza dos médios graves e do controlo de graves.
Com a série Vibrato entramos noutro patamar, pois somos imediatamente atraídos pela noção de realidade. Não me vou alongar, apenas refiro que todas as características das séries anteriores são aperfeiçoadas, que nos apercebemos da coerência e consistência entre todas as gamas, o que permite, se pretendido, a combinação das várias séries num mesmo sistema, e reporto para as minhas audições efetuadas a estes cabos (ver abaixo) no sistema “residente” da HI-FIVE Audio.
Uma última referência, que podia ser a primeira, aos cabos de potência: a colocação destes, seja na fonte ou na amplificação, gera uma ambiência envolvente, uma firmeza no som, mais silêncio, maior detalhe, essencial a qualquer sistema.
Conclusão
Os cabos AEquilibrium e os Delirium atingem uma performance excecional, bastante além dos segmentos onde se inserem. Os Vibrato, por sua vez, transformam o seu sistema, transmitindo uma sensação de realidade. Como podem constatar pela audição já referida, o meu sistema “residente” utiliza esta série. Mas, como já sublinhei, dadas as características comuns, as três séries podem ser combinadas, de forma a “afinar” o sistema a seu gosto, não esquecendo, nunca, os cabos de potência.
Lisboa, jan.2023 – José Costa
Tendo participado nas diferentes fases de testes dos cabos ZDL, chegámos à versão final da série Vibrato.
Apreciação da Qualidade de Construção e Estética
Na construção, podemos confirmar a flexibilidade dos cabos em formato flat, o que permite a colocação em espaços exíguos. A fita, fabricada em algodão, é agradável ao toque.
Em termos estéticos, são sóbrios, com um design discreto, elegante, logotipo bem conseguido.
Sistema de Som
O sistema de som onde se realizou a audição é composto por:
Fontes: Transporte – Mark Levinson nº 28 ; Streamer e Server – Innuos Zen (serviço Tidal HiFi Plus); conversor USB / coaxial digital – Topping D10s ; DAC – Mark Levinson 30.6; Gira-Discos – Rui Borges (Primo, versão com prato de vinil); Braço – VPI JMW Memorial tonearm ; Célula – Ortofon MC3 Turbo
Pré-Amplificador: Nagra PL-L; Amplificadores – Karan monoblocos KA-M 1200; Pré-amplificador de phono – Rotel Mishi RHQ-10
Cabos: ZDL Vibrato em todo o sistema
Colunas: Revel Salon I
Filtro de corrente; PS-Audio Premier (exceto para os amplificadores).
O sistema é alimentado por um circuito de eletricidade independente e a sala não tem tratamento acústico.
Audição
Comecei pela audição de My Favorite Things. Os Vibrato fazem transparecer todas as cambiantes sonoras, todas as cores que um instrumento tão pequeno como a Kalimba pode ter. Comportamento idêntico para a voz, permitindo perceber as pequenas entoações, a respiração. Passei para Midnight Sugar. Aqui, ouvi o piano, a sua dinâmica, o feltro das teclas a tocar nas cordas, o controlo do grave do contrabaixo, os pratos a soarem “soltos”. Em Vado a Morir, a dinâmica da orquestra, a amplitude do palco, a profundidade e, sempre, a voz de mezzo soprano. Em Antienne, a dimensão do coro, as diferentes vozes, a sua colocação espacial.
Em vinil, a tradicional faixa Tin Pan Alley, para ouvir a envolvência, espacialidade e grandiosidade da música, com o rufar da bateria, o eco da tarola, o som da guitarra e das cordas, o som gutural da voz. Em Limehouse Blues, a recriação do ambiente de bar, e a clareza do clarinete e do vibrafone.
Em streaming, com Bad Guy e Bury a Friend, confirmei a extensão e profundidade dos graves.
Todas estas audições revelaram o excelente equilibrio timbrico dos cabos: os agudos são vivos, mas não são estridentes nem agressivos; os médios e médios graves bem presentes e equilibrados, os graves extensos, profundos e controlados. Mas igualmente importante, o detalhe da informação, o silêncio, a transparência, o tempo musical, a ambiência, e, por fim, a musicalidade.
Conclusão
Com a série Vibrato entramos noutro patamar pois somos imediatamente atraídos pela noção de realidade. Quer se trate de um trecho onde a reverberação do local da gravação nos dá uma sensação de envolvência e tranquilidade, na recriação da ambiência de um bar, ou no facto dos instrumentos começarem a ganhar uma tridimensionalidade, tudo nos convida para uma imersão 3D, não visual, mas sonora. São os meus cabos favoritos, e passaram a ser os cabos residentes do sistema.
Músicas escolhidas
My Favorite Things – Same Girl – Youn Sun Nah
Midnight Sugar – Midnight Sugar – Tsuyoshi Yamamoto Trio
Vado a Morir – St. Petersburg – Cecilia Bartoli
Antienne (e seguintes) – Vivaldi: Vêpres pour la Nativité de la Vierge – Jean-Claude Malgoire
Tin Pan Alley – Couldn’t Stand the Weather – Stevie Ray Vaughan
Limehouse Blues – Jazz at the Pawnshop
Bad Guy e Bury a Friend – When We all fall Asleep, Where do We Go? – Billie Eilish