HI-FIVE Audio

Audição Audiotricity Chimera Signature

A audição de um equipamento depende, obviamente, do Sistema de Som onde se integra, da gravação da música, do sistema elétrico, da acústica da sala, dos ouvidos, gostos e conhecimentos de cada um.

Por isso, o mais importante é ouvir. Após a leitura de cada audição efetuada por nós, convidamo-lo a ir ouvir e tirar as suas próprias conclusões. 

Lisboa, 02.jul.2023 – José Costa

No decorrer das nossas audições de equipamentos portugueses de alta-fidelidade, foi gentilmente cedido pela Audiotricity na pessoa do Nuno Silva e com a colaboração do Jorge Gaspar (Hi-Duet), o condicionador de corrente Chimera Signature. 

Apreciação da Qualidade de Construção e Estética

Ao retirarmos o Chimera Signature da caixa ficamos imediatamente impressionados pela excelência na qualidade de construção. A rigidez estrutural, a qualidade das fichas utilizadas, o acabamento até ao simples parafuso, nada é deixado ao acaso.

Em termos estéticos, estamos perante um equipamento sóbrio, de excelente design, onde os logotipos em relevo e o mostrador a vermelho fazem a diferença. 

Alguns dados técnicos (do fabricante)

6 tomadas

Menos de 1 polegada entre o último estágio do filtro e a tomada de saída

Fabricado 100% com componentes passivos

Redução do ruído superior a 52db

Arquitetura interna concebida para suportar um pico de 360A

Caixa não magnética com tratamento anti-vibração e espigões de isolamento

11520W de capacidade de potência

Sistema de Som

O sistema de som onde se realizou a audição é composto por:

Fontes: Transporte – Mark Levinson nº 28 ; Streamer e Server – Innuos Zen (serviço Tidal HiFi Plus); conversor USB / coaxial digital – Topping D10s ; DAC – Mark Levinson 30.6; Gira-Discos – Rui Borges (Primo, versão com prato de vinil); Braço – VPI JMW Memorial tonearm ; Célula – em transformação

Pré-Amplificador: Nagra PL-L; Amplificadores – Karan monoblocos KA-M 1200; Pré-amplificador de phono – Rotel Mishi RHQ-10

Cabos: ZDL Vibrato em todo o sistema

Colunas: Revel Salon I

Filtro de corrente; PS-Audio Premier (exceto para os amplificadores).

O sistema é alimentado por um circuito de eletricidade independente e  a sala não tem tratamento acústico. 

 

Audição

Com um painel 4 participantes, o Chimera Signature foi integrado no sistema substituindo o PS-Audio. Imediatamente após a ligação, escolhemos para primeira audição a faixa Life Goes On do mesmo album da Carla Bley, via Innuos Zen.  A reação foi imediata e unanime; o palco sonoro aumentou lateralmente e um pouco em altura, a sensação de haver mais ar entre os instrumentos devido a um maior silêncio e uma maior definição nos instrumentos. O grave mais controlado e mais rico,

Prosseguimos as audições, com vários géneros musicais, como Filia Son de Vox Clamantis, a Portuguesa da Carminho, Nameless de Dominique Fils-Aimé. Confirmamos então mais algumas  características: o conjunto timbricamente equilibrado, com as vozes a soarem corretas e separadas, com a correta dicção, os agudos igualmente equilibrados; o tempo musical, a que pessoalmente dou muito valor; e uma sensação, que passou a certeza, de um som a que vou designar de mais sólido. Não no sentido agressivo, ou musculado, mas sólido.

Com o ML nº28, ouvimos a faixa Nardis, Café Blue, Patricia Barber. Aqui a separação dos instrumentos, a solidez, o tempo musical, a dinâmica e rapidez do sistema são primordiais para ouvirmos o solo de bateria em toda a sua plenitude, sem sobreposição dos timbalões ou bombo. Nos pratos, se os agudos tivessem desequilibrados, podiam soar ásperos, metálicos, mas, felizmente, tal não aconteceu.

Infelizmente, não pudemos ouvir a fonte analógica, por aguardar um upgrade na célula.

Tive o privilégio de ouvir o Chimera durante um fim de semana, onde pude comprovar todas estas características, que se foram confirmando e evoluindo ao longo do tempo.

Conclusão

A alteração produzida pela introdução deste equipamento num sistema de som é imediatamente percetível, e rapidamente passa a ser uma peça fundamental.